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sexta-feira, 14 de julho de 2017

ESTUDO VINCULA PARASITAS INTESTINAIS A AUTORITARISMO

Não vou fazer a piada óbvia de que, quem sustenta governos autoritários tem, literalmente, minhocas na cabeça. Apenas traduzi o artigo. No final, há os links para o artigo original e outros igualmente interessantes.

A ameaça psicológica de parasitas pode levar as pessoas a suportarem  governos autoritários, de acordo com um crescente número de pesquisas radicais e controversas.
Pode parecer absurdo, mas não parece tanto quando entendemos a teoria do parasita-estresse, a qual postula que, as pessoas que se desenvolvem em áreas infestadas de parasitas (definidas como qualquer organismo patogênico) pensam e se comportam de forma diferente para evitar a infecção. Elas tendem a ser menos abertas a estranhos,menos exploratórios e menos curiosas, ou seja, tem todos os traços que contradizem os valores progressivos.
As explicações para as causas dos governos autoritários geralmente incluem recursos naturais exploráveis, desigualdade econômica, falta de cultura ou ramificações da retirada de governos coloniais. Mas, quanto mais os cientistas aprendem como a prevalência de parasitas afeta a psicologia, mais essas explicações parecem incompletas.
Em 2013, biólogos realizaram um estudo baseado na teoria do parasita-estresse que analisou a relação entre prevalência de parasitas e autoritarismo em diversos paises. Os autores do estudo explicaram seu raciocínio:
"Porque muitos parasitas causadores de doenças são invisíveis, e suas ações misteriosas, o controle da doença historicamente dependia substancialmente da adesão a praticas comportamentais ritualizadas, que reduziam o risco de infecção. Indivíduos que discordavam abertamente, ou simplesmente não conseguiram se conformar a essas tradições comportamentais, representavam uma ameaça à saúde para si e para os outros ".
Os autores disseram que as tendências autoritárias em indivíduos, atendem a uma função de auto-proteção, e essas tendências podem aumentar temporariamente quando as ameaças se tornam psicologicamente salientes. Eles observaram que indivíduos que percebem a ameaça de doenças infecciosas tendem a:
• Tornar-se mais conformistas
• Preferem conformidade e obediência em outros
• Respondem negativamente àqueles que não se conformam
• Aprovam opiniões sociopoliticas conservadoras.
Os resultados do estudo mostraram fortes correlações entre a prevalência de parasitas e autoritarismo - tanto a nível estadual quanto individual.
A questão-chave, no entanto, era se indivíduos com traços autoritários provocados pela prevalência de parasitas estavam, de alguma forma, fazendo com que seus governos se tornassem autoritários. Assim, os pesquisadores realizaram quatro análises de mediação usando um procedimento de inicialização para ver se os dados batiam. Todos os quatro testes indicaram que os indivíduos estavam dando origem a governos autoritários e que os sustentavam.
Esses resultados são consistentes com as implicações lógicas da hipótese do estresse parasitário e são inconsistentes com uma explicação alternativa, sugerindo que a correlação entre prevalência de doença e autoritarismo se baseia unicamente no estabelecimento colonial de instituições estaduais.
O relacionamento estatístico pode ser explicado pelo fato de que as potências coloniais tendem a criar instituições políticas duradouras em áreas com pouca infestação parasitaria.
Embora alguns tenham questionado as descobertas do estudo, os cientistas continuam a realizar pesquisas com base na teoria do parasita-estresse. Outros estudos demonstraram relações estatísticas entre a prevalência de parasitas e:
• Ideologia política conservadora
• Tradicionalismo e coletivismo
• Menos abertura e mais conscienciosidade nos indivíduos
http://bigthink.com/stephen-johnson/are-parasites-shaping-geopolitics?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1494958044

Pathogens and Politics: Further Evidence That Parasite Prevalence Predicts Authoritarianism
http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0062275

Extending the Behavioral Immune System to Political Psychology: Are Political Conservatism and Disgust Sensitivity Really Related?

The Behavioral Immune System: Implications for Social Cognition, Social Interaction, and Social Influence
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0065260115000246


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