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domingo, 11 de dezembro de 2016

A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO CRÍTICO E DO SENTIDO DE MORAL NA SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE

Reza a teoria da Evolução que o organismo que sobrevive é aquele com maior capacidade de se adaptar a um meio em constante mudança.
E velho Darwin estava e está coberto de razão, embora por algum motivo, a maioria acha que é a sobrevivência do mais forte, coisa que Darwin nunca disse. E o melhor exemplo da teoria Darwiniana somos nós, humanos. Comparados com outros animais, somos de uma fraqueza extrema. Primeiro, que somos totalmente dependentes de cuidados externos por pelos menos uns 7 anos. Depois nossa postura, que deixa ao léu todos nossos orgãos internos, ao contrário da maioria dos outros animais. Também não temos pelos suficientes para nos cobrir das intempéries. E mesmo assim, crescemos, nos multiplicamos e viramos, pelo menos em nossa visão, senhores do Universo, homo sapiens.
Inventamos a roda, aprendemos a fazer fogo e armas para matarmos caças muito mais fortes do que nós para alimentar a tribo e nos defendermos de invasores, aprendemos a lidar com o fogo e com os metais, descobrimos o que era comestivel e o que era venenoso, inventamos a roda e depois a carroça, a agricultura, comércio e troca, higiene, prevenção, tratamentos e curas de doenças; fomos à lua, estamos a caminho de Marte; dividimos o átomo e descobrimos os fótons, a anti matéria e os universos concêntricos. Fizemos música e arte de beleza infinita e elevamos o cozinhar para sobrevivência a estágio de ópera (buffa ou trágica a depender do ponto de vista).
E encalacramos.
Na mesma época que conseguimos ultrapassar a barreira hemato encefálica, usar células tronco para fazer desde corações perfeitamente funcionais a micro cérebros, tudo em laboratório, sem usar doadores, pele artificial, cola que junta ossos sem precisar de pinos, usamos computadores 1000 vezes mais potentes do que aqueles que a NASA usou para mandar o homem à lua para trocar fotos de gatinhos e bocas de pato Donald no Face, também é a época que encontra desde guerras santas, do ISIS contra o resto da humanidade, a crise continua e constante no Oriente Médio, sem falar da desgraça na Síria, com uma humanidade deslocada, tentando sobreviver via fuga, e, espanto dos espantos, aqui nos USA, teóricamente o país mais poderoso do mundo, uma classe inteira de gente, a saber brancos médios, morrendo em número muito maiores do que seria estatísticamente esperado.
E o fenômeno Trump. (Percepção e Realidade http://curaredolorem.blogspot.com/2016/09/percepcao-e-realidade.html )
Será que para alguns de nós a evolução está andando para trás? Impossivel. Não há para frente ou para trás, bonito ou feio, certo ou errado na evolução. Ela apenas acontece. E tanto acontece que está matando os que não conseguem ou não querem se adaptar.
E recusamos a nos adaptar sempre que queremos que “as coisas voltem a ser como eram antes”, sempre que queremos viver aos 60 como éramos aos 20, sempre que dividimos o mundo entre “nós certos, virtuosos, sem pejo e eles maus, sem moral, terriveis”; sempre que nos recusamos a ver pontos de vistas diferentes, sempre que, por medo de sair de nossa zona de confôrto, nos recusamos a ver o horror do nosso lado, sempre que ao invéz de estendermos a mão preferimos o soco no nariz.
Básicamente, sempre que paramos de pensar e começamos a remoer.
Só lembrando o que aconteceu nesse ano de “Socorro meu Deus”de 2016, vou colocar só alguns dos maiores acontecimentos. Não vou comentar dos acontecimentos no Brasil, porque, se o que tenho lido entendi corretamente, não se salva ninguém em nenhum dos 3 poderes, a nivel municipal, estadual e federal. Além de tudo, se o único que se salva é o tal do Moro, me apavora o culto à personalidade se desenvolvendo sobre o citado, com todo mundo botando a fotinha dele no FB, fotinha essa que me lembra demais Mussolini, no Palazzo Venezia, com a face meio voltada para mostrar queixo forte e másculo, com os olhos perdidos no horizonte. Todo mundo sabe no que deu, e depois não adianta pendurar o corpo de cabeça para baixo, que a desgraça já aconteceu. Deixo claro que esse é meu preconceito falando alto, pois a história mostra que cultos à personalidade terminam mal. Sempre. E para quem não ia comentar nada, tá de bom tamanho.


A CRISE HUMANITARIA

Não vou precisar nem comentar, só colocar fotos que cacei pela internet.


CAMPO DE REFUGIADOS
NA  MACEDONIA










MIGRANTES SENDO SALVOS PELA MARINHA
ITALIANA






TRATAR REFUGIADOS COMO SE FOSSEM O PROBLEMA É O PROBLEMA









O BREXIT 

Brexit é a abreviação do "British Exit", que se refere ao Referendum no qual, os britânicos votaram pela saída da União Européia, em 23 de  Junho de 2016. O acontecimento derrubou os mercados mundo afora e a libra esterlina foi a níveis baixíssimos, não vistos em muitas décadas. Exemplos da propaganda usada pelos defensores da saída, a saber 


Boris Jonson e "Tomar o controle de volta
Farage com a mesma legenda e amiguinho do Trump






















Trump favorável à Brexit por causa do problema dos imigrantes (lá e cá)






E finalmente, o artigo do Washington Post: "Por que a BREXIT é uma vitória para Putin" (artigo original  CLIQUE AQUI )

Vale lembrar que toda a campanha a favor da Brexit foi baseada em "Medo. Medo dos imigrantes, medo de perder o controle das fronteiras, medo de serem sujeitos aos caprichos de Bruxelas (amplamente vistos como aqueles da chanceler alemã Angela Merkel e, portanto, da Alemanha). Contrariamente a qualquer interpretação da realidade, a campanha Brexit é agora sobre "a ameaça de 70 milhões de turcos poderem entrar na Grã-Bretanha e estuprar mulheres". É conveniente ignorar o fato de não existir qualquer possibilidade daTurquia se tornar membro da UE num futuro previsível. Um dos apoiantes proeminentes da Brexit é Dominic Raab, ministro da Justiça britânico (e filho de um pai checo, que veio para a Grã-Bretanha em 1938 como refugiado judeu). Ele disse que "a adesão à UE nos torna menos seguros ... Isso coloca as famílias britânicas em risco". (ARTIGO ORIGINAL CLIQUE AQUI)


TRUMP GANHA A PRESIDÊNCIA MAS PERDE FEIO NO VOTO POPULAR

"Donald John Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos, culminando uma campanha explosiva, populista e polarizadora que teve como alvo as instituições e ideais da democracia americana..."
(ARTIGO ORIGINAL CLIQUE AQUI

"A visão sombria da América avançada pelo Sr. Trump é aquela em que os imigrantes, incluindo famílias de imigrantes, são fontes primordiais de "violência em nossas ruas e o caos em nossas comunidades". No exterior, a América é uma nação desrespeitada e humilhada." (ARTIGO ORIGINAL AQUI)

"Quando o próximo presidente da América fizer seu juramento em janeiro, os oficiais da inteligência russa podem saborear uma vitória histórica. E esse fato assombroso e terrível dividiu mais ainda os dois partidos que dirigem a grande democracia do mundo. Isso deve ser suficiente para perturbar qualquer um.
ARTIGO ORIGINAL AQUI)

E só lembrando que toda a campanha foi baseada em Medo. Dos mexicanos, da mudança na cultura, dos refugiados sirios que, segundo Trump e turma, são todos agentes da ISIS, e básicamente, medo de uma mulher, preparada, forte, inteligente. Só não é bonita e sexy. E era toda favorável a investir pesado em formas alternativas de energia. A turma do petróleo não ia deixar isso barato. Fora que também era do mesmo partido que o Barack Obama, um negro.

REFERENDUM NA ITALIA E SAÍDA DO PRIMEIRO MINISTRO

"Desnecessario se faz ironizar. Ganhou o povo, o mar de pessoas que já não confia em nada e em ninguém, muito ligado a tudo o que é improvável e suspeito do que é verossimil, por íntima e enlouquecedora convicção de que há alguém lá fora, trabalhando para sua infelicidade, porque não há trabalho, porque se enfraquecem as garantias, pela inveja social, pois o banco de investimento deu errado, porque há fortes poderes, porque não é a Europa, porque há uma classe dominante que, como tal, vive destruindo a vida dos subúrbios, de forma física ou existencial. Todo mundo participa da massa por uma razão diferente, e com o menor denominador comum de rejeição feroz do canalha que são os poderes constituidos, condição essa que não se limita à Itália, como nos mostraram recentemente a Brexit e Donald Trump.(ARTIGO ORIGINAL CLIQUE AQUI)

"Russos exultam: "Na Itália ganhou Putin"
As pessoas na web parecem acreditar que o presidente pode influenciar as eleições na Europa e na América, e celebram" (ARTIGO ORIGINAL CLIQUE AQUI)


Pois é. Por isso é tão necessario pensar. Porque sem pensamento crítico, somos escravos. Engolimos, por pura preguiça investigativa, qualquer bobagem que apareça na mídia, que nos faça sentir bem e importantes, naquele momento, sem pensar nas possiveis consequencias. Vamos querer ser mimados em nossas convicções e a fim e a cabo, vamos ser os solitários mór num mundo interligado, por não termos o prazer de nossa própria companhia. Porque vamos sempre precisar do grupo para nos dar base e assunto. Porque vamos precisar sempre de um outro para nos dar nossa medida. Porque vamos crer que nossa frustração é causada pelo comportamento do outro. Porque nossa necessidade de pertencer vai ser maior que a de ser. E finalmente, porque, abrimos mão da oportunidade de superarmos o narcisismo infantil de achar que o mundo funciona a partir de nosso umbigo.
E pior do que tudo isso, vamos criar desgraças. Vamos criar desgraças sempre e quando esperamos pelo “Salvador da Pátria”, o Messias que vai resolver todos nossos problemas, aquele ser mítico, de preferência alto, forte, loiro, de olhos azuis (gozado que, a fim e a cabo, todos os salvadores da pátria que a desgraçaram, usaram o mito, sendo eles mesmos umas coisinhas meio despreziveis em têrmos físicos, tipo Stalin, Hitler, Mussolini, só para citar alguns). 
Mas sou uma otimista, sempre acredito na luz no fim do túnel, nem que seja o trem vindo em direção contrária, pelo menos clareia o ambiente e me deixa ver para onde correr. E essa luz se chama Pensamento Crítico e Sentido Moral, que não é aquela coisa incessante na boca de políticos, mas aquela coisa que nos diz quem somos, lá dentro, quando ninguém está olhando. Aquela coisa que não está preocupada com "sucesso", mas sim com a sobrevivência e a passagem para as outras gerações, daquilo que importa, do significado de ser humano.
Aconselho a lida do "O homem em busca de sentido", do Victor Frankl. Precisamos muito, de novo. 
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