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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

FAZENDO SEMPRE AS MESMAS BESTEIRAS: POR QUE?

O homem errado, o amigo aproveitador, o trabalho oprimente, a namorada ciumentíssima...quando repetimos a besteira, é a hora de parar de brigar conosco e nos auto definir como azarados no amor/bons demais por isso os outros se aproveitam/ou qualquer outra explicação e/ ou racionalização facilitada, e dar uma boa olhada dentro de nós mesmos. Já pensou se, por acaso, todos esses erros,nós mesmos os procurassemos?
Se um problema se apresenta como uma constante em nossa vida, é totalmente inútil nos lamentarmos, xingar a má sorte ou o destino/karma/vidas passadas/pagamento de pecados. A melhor coisa é, na realidade, agir em sentido contrário, levantando a questão de que, possivelmente, somos nós mesmos, de forma inconsciente, que procuramos pelo problema.

Como assim, dirão vocês? Como assim?

Há muitas luas atrás, li um livro chamado “Mulheres que amam demais”(PDF no final do texto), no qual a autora descreve, e muito bem, histórias de sofredoras criaturas sempre metidas em histórias amoroso/afetivas com o pior tipo possivel de companheiro. Boa psiquiatra que sou, gostei muito do livro, mas sapateei de raiva com o título, pelos seguintes motivos:
1-Não acredito em amar de mais ou de menos. Acredito que amamos, ou não, simples assim.
2-Acredito que usamos o substantivo “amor”ou o verbo “amar”, das mais disparatadas formas, incluindo desculpar patologias.

Pouco tempo depois, lá fui eu para um congresso em Gramado, inesquecível pela soma de coisas incríveis que aconteceram, incluindo ter carregado uma mala de roupas de frio, e ter feito um calor de matar, piorado pela total ausência de ar condicionado no hotel, ter assistido pela TV o Boris Yesltsin se meter na frente de um tanque de guerra e traduzir o Michele Novellino, psiquiatra italiano e a estrela do Congresso.

Por alguma razão que não sei explicar, os organizadores acharam que, em sendo o homem italiano, e sendo o congresso no sul do Brasil, todo mundo entenderia, esquecendo que, uma coisa é o italiano macarronico de “ciao bella”, “pizza” e “pasta”, e outra, um pouco diferente, são palestras, compridas e não culinárias.
Assim que sobrou para mim a tarefa de tradução simultânea, minha segunda experiência na coisa. Inicialmente, fiquei em pânico. Uma coisa é falar uma língua, poder traduzir um texto, e outra, totalmente distinta, é traduzir a vivo e a cores, até mesmo porque, o palestrante se entusiasma e sai falando a mil por hora, tudo piorado pela minha incapacidade crônica de não dar palpites fora de hora.

Deixo à vossa imaginação os percalços do caminho.

Fato é que, Novellino usou exatamente o livro “Mulheres que amam demais”, como base dos estudos que estava desenvolvendo, ou seja, quando, depois de muito sofrimento e muita terapia, tais mulheres se livravam do problema, também perdiam junto toda a libido/desejo/gosto por sexo.
Juro que tive de usar toda minha capacidade de contrôle, para não socar um beijo na testa da criatura, na frente de todo mundo, no meio da palestra, porque esse é o ponto da história toda: nosso inconsciente/alma/espirito, seja lá como queiram chamar, nos orienta sempre na direção na qual nossa verdadeira identidade está escondida, e só quando encontramos ou encaramos essa verdade é que podemos utilizar todas as energias interiores que, até aquele momento nem conhecíamos, e finalmente nos realizarmos como seres humanos que somos.

Então, se nossa identidade se esconde exatamente nesse erro, é para ali que nossa “alma”, inexoravelmente, nos carrega, até que, finalmente possamos abrir nossos olhos, e enxergar a nós mesmos.

“Quando finalmente poderei ser feliz?”muitos se perguntam, pospondo ao infinito o estar ou se sentir bem.
“Sou muito generosa. Me entrego totalmente, faço tudo por eles, os amo à loucura e eles...sempre acabam na cama com outra.”
“Trabalho feito escravo, dou 100% à companhia, e olha só, a promoção foi para aquele cretino folgado...”
“Mulheres!!!!!!!!!!!! Quanto mais cuido, protejo, acompanho...mais elas me dão um pé no busanfant. Ingratas!.”

Pessoas que acreditam que não podem ser felizes “até que resolvam o problema”, vão encontrar sempre a mesma coisa, procurando saber “de quem é a culpa”e enganchando em conflitos intermináveis que envenenam a existência.

Hillman já dizia: “De certa forma, desejamos nossos problemas, e por eles somos apaixonados na mesma medida em que deles queremos nos livrar”.

Parece meio absurdo, mas, se notarmos bem, quando parece que as coisas estão melhorando, catapimba, parece que vamos buscar a coisa e lá vem a recaida.
E isso é patente, desde amores complicados a drogadependências.

“Chega, não aguento mais, terminei com Fulano/Beltrano/Sicrano.” Uma semana depois...”Sei que não vai mudar, sei que vou sofrer, mas sem João/Maria não sei viver.”
Encontro com familiares no PS: “Um ano limpo, doutora, um ano inteiro! Voltou à escola, estava estudando, tinha voltado a frequentar a Igreja, tudo indo tão bem! Por que? Por que?”.

Por um lado, queremos nos livrar do problema, porque nos faz sofrer, mas, ao mesmo tempo, não se consegue ficar sem, e tão logo a coisa se afasta, lá vamos nós correr atrás.
E por que isso? Porque nosso inconsciente/alma, sabe que aquele problema contém uma parte nossa que precisa ser conhecida e que, usualmente temos enorme dificuldade em aceitar. É um componente fundamental de nosso caráter, com o qual estamos em conflito e que está pedindo pelo amor de Deus, para ser escutado.

É como se fosse um motor interno, fazendo um barulhão lá dentro, e nos dirigindo continuamente em direções que nos pertencem, mesmo que nos façam sofrer.

O fato é que a pessoa/coisa que nos faz sofrer, tem nada a ver com nosso problema: a briga é entre nós e aquele lado de nossa personalidade/carater que negamos, mas que nos pertence e “usamos”a outra pessoa ou coisa só para encenar nosso conflito.

Freud chamou a coisa de “compulsão à repetição” e ao uso do outro como “causador do problema”, mecanismo de defesa, codinome “Projeção”, isto é, vejo na tela que é o outro, o filminho que é meu.

E o único jeito de mudar o jogo, é assumir a posse, de formas a revelar nossas capacidades e energias, e usá-las para nosso benefício e crescimento.
É abrir mão do “amar demais”e aprender a respeitar a si mesmo.
É abrir mão da desculpa “drogas como maneira de se rebelar ao status quo”, encarar o medão de viver e aprender a coragem de suportar, às vezes, o imenso tédio das rotinas diárias.
É parar de perder tempo com a “frustração”com os cretinos que são promovidos, os chefes imbecis, os politicos corruptos, o mundo todo errado, e dar uma olhadinha lá dentro, bem no fundinho, para ver o quanto eles todos são necessários para que nos sintamos muito virtuosos em comparação.

Já imaginou que mudança o mundo sofreria, se todos e cada um de nós olhassemos, sériamente, no espelho?

James Hillman: Psicologo Americano que fundou o movimento da Psicologia do Arquetipo.

Michele Novellino: Psiquiatra e Psicanalista italiano, autor de vários livros, sendo meu preferido “La síndrome del uomo mascherato”(A síndrome do homem mascarado).

Mulheres que Amam demais http://www.projetovemser.com.br/blog/wp-includes/downloads/Robin%20Norwood,%20Mulheres%20que%20amam%20demais%20%28completo%29%20-%20Digitalizado.pdf

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

TERAPIA VERSUS ANTIDEPRESSIVOS:UMA REVISÃO DA DEPRESSÃO

Depressão é uma doença de dificil tratamento, até mesmo porque, ainda estamos tentando descobrir como e por que ela aparece.

Diferentes métodos de tratamento, afetam o cérebro de maneiras drasticamente distintas, e é por isso porque terapia e medicamentos, por vezes, funcionam, e por vezes não.
É importante lembrar que depressão não é aquele caso temporário de estar triste, ou para baixo, mas sim uma situação na qual há mudanças físicas severas na forma de como o cérebro funciona.

Até o momento, sabe-se que há 2 áreas cerebrais diretamente ligadas ao problema: O córtex pré frontal, que fica bem atrás da testa e vai até quase o meio da cabeça, e a amigdala, estrutura minúscula em forma de pepita.

Os antidepressivos, considerados pelos leigos como a única coisa para tratar depressão, atuam apenas na amigdala, o que explica por que, apenas 22 a 40% das pessoas com depressão, deles se beneficiam.

Por outro lado, a Terapia Cognitivo Comportamental, tipo muito específico de terapia, parece que afeta o córtex pré frontal.

O cortex pré frontal é a parte do cérebro que, entre outras coisas, nos dá auto contrôle, coisa extremamente necessária quando há que se evitar os perigosíssimos ataques de pensamentos negativoa, na depressão, enquanto a amígdala é a coisa que ajuda a processar nossas emoções, fazendo com que possamos sentir alegria, raiva, tristeza, e todo o resto.
Em pessoas saudáveis, o córtex pré-frontal controla a amígdala , fazendo com que não quebremos a mão esmurrando paredes quando estamos com raiva ou que choremos sem parar quando estamos tristes.

Pessoas com depressão provavelmente têm um córtex pré-frontal sub-ativo, fazendo com que seu contôle sobre a amigdala se torne precário e pouco funcional, o que os torna mais propensos a emoções arrebatadoras.

Assim, partindo do pressuposto que a terapia cognitivo comportamental estimula o córtex pré frontal, faz o maior sentido o fato de funcionar bem em pessoas com depressão e que não respondem aos antidepressivos.

E isso é mais do que um pressuposto, pois 2 estudos randomizados e contolados (são o padrão mais elevado de estudo, usado para avaliar um método de tratamento), com 600 pessoas, mostraram os benefícios da citada terapia, como alternativa útil e econômica aos antidepressivos. Neles, foi demonstrado que pessoas fazendo terapia eram menos propensas a voltar a terem depressão depois de parar com a terapia, do que os que paravam de tomar a medicação, ou seja, o efeito terapeutico é mais duradouro que o efeito medicamentoso.

Infelizmente, ainda não sabemos direito o que é que desarranja no cérebro das pessoas com depressão, pois, embora muitos apresentem sintomas semelhantes, a saber, sentimentos de inutilidade, pontos de vista exageradamente negativos sobre si mesmo e o mundo, dificuldades de lidar com tarefas do dia a dia, os mecanismos subjacentes a esses sintomas variam de pessoa a pessoa, e como resultado, cada um responde de forma diferente a diferentes tratamentos.

Para alguns, os antidepressivos são um milagre, para outros o é a terapia, para outros ainda há a necessidade de combinação de terapia a medicamentos, e para os mais azarados, nada funciona (ainda bem que esse número é muito baixo, se comparado às mudanças produzidas pelos medicamentos e pela terapia).

Um estudo de 2007, descobriu que um pequeno grupo de adultos deprimidos, com uma amigdala hiperativa e um córtex pré frontal sub ativo, pode reverter o desequilibrio em apenas 14 semanas de terapia cognitivo comportamental.

Ainda não é solução perfeita, há um longo caminho a ser percorrido, pois as lacunas em nosso conhecimento sobre como o cérebro funciona, tornam quase impossível desenvolver tratamentos perfeitos. Outro grande desafio é que ainda não podemos prever quem irá responder a antidepressivos e quem irá responder à terapia, embora os estudos na área prometam belissimas novidades para muito breve.

Por enquanto, o tratamento continua a ser um processo de tentativa e erro que pode ser longo e doloroso.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

MITOS, FALSAS IDÉIAS E APRENDIZADO: COMO MITOS SOBRE O CÉREBRO ESTÃO PREJUDICANDO O ENSINO.

Já falei bastante aqui de “Raciocínio Motivado” ou “Polarização da Confirmação”, definições científicas do velho e bom Preconceito, que é a tendência a procurar, interpretar, ou priorizar as informações de formas que confirmem nossas crenças ou hipóteses. É um assunto que me fascina, por vários motivos: primeiro que vai totalmente contra a lógica, pois deveria ser óbvio que, quanto mais informação temos, mais nossa capacidade de discernimento deveria melhorar. Falso. Total e completamente falso. Só aumentamos nosso conhecimento nas áreas que de antemão nos interessam. Atesto por mim mesma, ao me perguntar quantos artigos li, nos últimos 10 anos, em ginecologia e obstetricia. Triste resposta, é que não me lembro de ter lido nenhum. Pior, nem sequer chequei o quadradinho apropriado quando escolhi minhas coisas no Medlinx, e olha que coloquei coisas esquisitíssimas, tipo genética evolutiva.

O segundo e mais importante ponto, além de meu desgosto com a citada matéria desde tempos de faculdade, é o das consequências deletéias e desastres, causados por essa polarização, e nem sequer estou falando de política, guerras e irracionalidades maiores ou menores que perfazem nosso dia a dia.
É feio abrir o jornal e ver um pai matando a filha de pancadas, literalmente, pela recusa da menina, de 12 anos, de casar com o escolhido da família, de 46; ou ver na TV o povo do ISIS decapitando mulheres e jogando os corpos nas ruas, porque, pecado dos pecados, eram professoras, advogadas, enfim, mulheres que de certa forma recusaram o papel tradicional de absoluta submissão. É mais feio ainda, pensar, como pensei inicialmente, “que horror esse povo que não saiu do século 11, bárbaros imbecis.”

É terrivel, porque esse pensamento é simplesmente uma forma educada do uso do raciocínio motivado, ou seja, me “separo”desses trogloditas, não preciso fazer nada a respeito, porque estão lá longe, não fazem parte de meu mundo organizado e racional (em tese), e como cerejinha em cima do bolo, ainda me sinto muito virtuosa por não fazer parte desse grupo, como se tivesse sido conquista pessoal o acidente geográfico que me fez nascer no norte da Itália, dentro de um momento histórico específico, numa cultura específica.

Pois declaro neste momento, o início de minha batalha pessoal contra o raciocínio motivado, pelo menos o meu. Calma que não vou sair caçando terroristas insanos, ou virar vigilante urbana, ou de qualquer outra espécie. Falta-me total vocação para a coisa, além de considerar que terroristas/vigilantes/fanáticos de qualquer espécie, cor ou credo, nada mais são que lados opostos da mesma moeda.

O que, mais do que posso, quero fazer, é um trabalho de desmistificação. Vai funcionar? Não faço idéia.Mas, se não começar, nunca que vou saber.

Há um tempinho atrás, li o artigo “How myths about brain are hampering teaching” (Como mitos sobre o cérebro estão prejudicando o ensino- link no final), detalhando o seguinte experimento:
Foi apresentado a professores na Inglaterra, Holanda, Turquia, Grécia e China, 7 dos assim chamados “mitos neurológicos”, e lhes foi perguntado se acreditavam nos mesmos.

Os chocantes resultados:

-Mais de ¼ dos professores, na Inglaterra e na Turquia, acreditavam que o cérebro encolhe se bebermos menos de 6 a8 copos de água por dia.
-Mais da metade de todos os professores acredita que os alunos só usam 10% de seu cérebro e que crianças ficam menos atentas depois de beber qualquer coisa açucarada ou comer um lanchinho.
-Mais de 70% de todos os professores, de todos os paises, acreditam que os alunos ou usam o cérebro direito ou o esquerdo, porcentagem essa que chegou a 91% na Inglaterra.
-Mais de 90% dos professores de todos os paises, “sentem”que ensinar no estilo preferido do aluno (auditivo, visual ou cinestésico), ajuda muito, apesar de não haver qualquer evidência que suporte isso.

O Dr. Paul Howard-Jones, da Bristol University e autor do artigo diz o seguinte: “Essas idéias são vendidas aos professores, como se tivessem base nas neurciências, embora a própia neurociência não suporte nenhuma dessas idéias, as quais, além de não terem qualquer valor educacional, usualmente estão associadas a pobre desempenho em salas de aula.”
O relatório culpa desejos, ansiedade e tendência a explicações simples como fatores típicos que distorcem o fato, tornando neurociência em neuromito. Tais fatores também parecem estar prejudicando os esforços recentes de neurocientistas para comunicar o verdadeiro significado de seu trabalho para os educadores.
Ainda segundo o Dr. Howard-Jones “Embora o aumento do diálogo entre a neurociência e educação seja encorajador, vemos novos neuromitos aparecendo, além dos antigos retornando em novas formas. Às vezes, a transmissão de mensagens "simplificada" sobre o cérebro, para os educadores, pode gerar mal-entendidos e confusões sobre conceitos como plasticidade cerebral, coisa muito comum nas discussões sobre política de educação "
.

O relatório destaca várias áreas onde novas descobertas da neurociência estão sendo mal interpretadas pelos educadores, incluindo ideias relacionadas com o cérebro e investimento educacional precoce, o desenvolvimento do cérebro do adolescente e distúrbios como a dislexia, TDAH e outros distúrbios do aprendizado.

A análise conclui que, no futuro, essa colaboração será muito necessária, pois a educação e treinamento devem ser enriquecidos, e não enganados pela neurociência.

Para isso, há um novo campo que está se desenvolvendo rapidamente, que é a “neurociência educacional”, campo que engloba ensino e neurociência. E é nesse que vou, feliz feito cavalo selvagem correndo em pradarias (OK, a imagem é um pouco demasiada para uma senhora em minha faixa etária, mas quem se importa? O sonho é meu, ninguém tasca, eu vi primeiro!)

Estou me divertindo, como não me divertia há muito, montando séries de neuropsiquiatria em quadrinhos. Vamos ver como funciona.

E só para dar água na boca, aqui vão os 7 neuromitos apresentados aos professores na citada pesquisa:

-No geral, usamos apenas 10% de nosso cérebro.
-Indivíduos aprendem melhor quando recebem informação em sua forma preferida de aprendizado (por exemplo, visual, auditiva ou cinestésica)
-Sessões curtas de exercícios de coordenação podem melhorar a integração da função cerebral dos hemisférios esquerdo e direito.
-Diferenças na dominância dos hemisférios (cérebro direito ou cérebro esquerdo) explicam diferenças individuais dos estudantes.
-Crianças ficam menos atentas depois de lanches e/ou ingestão de bebidas açucaradas.
-O cérebro encolhe se bebermos menos de 6 a 8 copos de água por dia.
-Problemas de aprendizado associados a diferenças no desenvolvimento das funções cerebrais, não podem ser remediados por treino/educação.

Agora, se os professores acreditam no acima, dá para imaginar o que está sendo passado aos alunos?

COMO MITOS SOBRE O CÉREBRO ESTÃO PREJUDICANDO O ENSINO http://www.neuroscientistnews.com/research-news/myth-conceptions-how-myths-about-brain-are-hampering-teaching