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quinta-feira, 28 de junho de 2012

NÓS ESSES ATRAPALHADOS III: Estatísticas e História


As estatísticas são assustadoras: 

Portadores de TDAH têm 400% mais lesões causadas por acidentes, 300% mais violações do transito, risco de uso de drogas aumentado em 47%, a chance de terem doenças sexualmente transmissíveis aumentada em 57%%, a chance de ter filhos durante adolescência é 45% maior e tem 39% a mais de chances de serem presos do que a população em geral.

Se isso não fosse sério o suficiente, ainda tem que lidar com mitos tais como:

  • Esse distúrbio não existe, é só uma desculpa para falta de educação
  • São mimados demais e só precisam de disciplina
  • A coisa passa depois da adolescência
  • TDAH é ultra diagnosticada e excessivamente tratada
  • Pais e professores só querem medicar as crianças porque assim não causam problemas
  • Os remédios viciam, são muito perigosos e prejudicam o crescimento.
  • Só dá em meninos.
  • Os pais não sabem educar.
Pessoalmente, gosto muito de mitos, quando aplicados a civilizações antigas, e que de certa forma explicam o cerne das crenças de uma determinada cultura, mas quando são aplicados a doenças, a coisa complica. E complica muito, porque impedem pessoas, quando tratadas, de alcançarem o que é o objetivo de todos nós – ter uma vida feliz e produtiva.

Peguemos por exemplo, o mito da culpa dos pais. Nada poderia ser mais falso. Está claro que falta de educação ou falta de família que eduque, piora qualquer coisa. 

                        PIORA, NÃO CAUSA.

O TDAH é genético, e, como tudo que é genético, não desaparece com o tempo, não melhora com a idade, tanto que as características básicas, problemas e tratamentos são muito parecidos para crianças e para adultos.

Claro está que todos nós desenvolvemos as habilidades de prestar mais atenção e controlar nossos impulsos na medida em que crescemos, mas isso não quer dizer que os portadores de TDAH, que necessitam de medicação, podem parar só porque envelheceram.

Infelizmente, envelhecer é um dos maiores estressores conhecidos, e como também se sabe, estresse avacalha tudo, incluindo TDAH.

A primeira descrição clinica de TDAH foi feita em 1902, pelo medico inglês Dr.George Still, na revista Lancet, a respeito de crianças extremamente impulsivas.

Em 1930, o Dr.Charles Bradley, nos EUA, fez as primeiras observações a respeito do uso de estimulantes para tratamento do problema.

Desde então, os termos descritivos usados refletiram o conhecimento de biologia e genética da época em questão. Nos anos 60, a ênfase foi a hiperatividade, sendo o garoto personagem Pimentinha (Denis o travesso) sua epítome.

Um desenvolvimento importante ocorreu no início dos anos 70, quando a pesquisadora canadense, Dra. Virginia Douglas, começou a se concentrar na impulsividade cognitiva (devaneios ou sonhar acordado) e na falta de foco, características comuns da TDAH.

Assim, a descrição mudou e passou a incluir a atenção (devaneios) e a hiperatividade, (motora e verbal), e que é como entendemos o problema hoje em dia.

Estudos de prevalência mostram que o problema aparece em 3 a 5% da população, sendo, portanto, muito mais comum que Depressão, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia, Transtorno do Pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo juntos.

Nos últimos 10 anos, com o advento da ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons, acabamos por entender mais do assunto que durante todos os anos, desde que foi descrito em 1902, pois esses exames nos permitem ver muito da anatomia funcional do cérebro, coisa antes impossível, e, apesar disso, 3 em 4 portadores continuam sem ser diagnosticados.



Tomografia por emissão de pósitrons.E-cérebro sem TDAH.Lado D com TDAH.(Neurobiology of ADHD-ADHD.org

Isso me faz pensar que, como disse bem Campbell, mitos são mais poderosos que a realidade.

No próximo capitulo, veremos como é feito o diagnóstico e quais são os possíveis tratamentos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Nós, esses atrapalhados II - FUNCIONAMENTO SOCIAL.


A função do conhecimento é a adaptação, isto é, sobrevivência. 

Darwin nos ensinou que sobrevivem aqueles indivíduos, animais ou plantas, que melhor se adaptam às condições do ambiente onde vivem.

É exatamente por esse motivo que vou falar hoje sobre o lado escuro da TDAH, como meta de prevenção.

Sabendo o que pode vir a acontecer, podemos aprender como evitar.

Um dos sintomas mais complicados do TDAH diz respeito ao FUNCIONAMENTO SOCIAL de seus portadores.

Pessoas com TDAH simplesmente não sacam os sinais sociais, não percebem a linguagem corporal e muitas vezes “invadem” espaços dos outros.

Costumam falar muito alto, interrompem a fala dos outros, agem de forma grosseira e vivem deixando escapar coisas sem pensar sobre elas.

Divagam todo o tempo e raramente conseguem completar um pensamento sem pular logo para o seguinte.

Não escutam e costumam ser considerados “insensíveis”.

Sintomas de TDAH, que se iniciam na infância, costumam piorar bastante na adolescência, e isso é uma complicação séria, pois o sentido intuitivo de como “navegar” dentro de uma cultura desenvolve-se entre os 12 e 17 anos de idade, sendo uma das principais tarefas dessa fase a ser apreendida.

Durante esse período, tornamo-nos conscientes de que, por si só, as palavras já não carregam todo o significado das interações. 

O real significado das palavras é frequentemente transmitido por sinais não verbais, como tom de voz e o olhar, e assim, aqueles que estão desatentos ou ocupados demais saltando de um estímulo a outro, acabam por não perceber esses sinais.

E, se o desenvolvimento dessa  compreensão intuitiva é perdido nessa fase, provávelmente estará perdido para sempre. 

Vai daí a importância de uma família atenta.

Atenta às necessidades e ao desenvolvimento de suas crianças para poder buscar ajuda, se e quando necessário.

A TDAH tem graus, como qualquer outra condição, e, para efeitos descritivos, usamos sempre o grau máximo do disturbio, que neste caso provávelmente necessitaria não só de terapia cognitiva para aprendizado de foco, como medicação.

Em casos mais leves, a familia pode ajudar a criança e o adolescente simplesmente mostrando, de forma não acusatória, as consequências da falta de foco e observação.

No próximo post, veremos a tendência a uso de drogas e acidentes, problemas sérios ligados à essa síndrome.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

NÓS, ESSES ATRAPALHADOS


Este vai ser um resumo traduzido de um livreto que fiz para um de meus netos. 

Resumo, porque blog há que ser curto, e traduzido, porque foi escrito em inglês.

Aliás isto de me traduzir a mim mesma está sendo uma das experiências mais estapafúrdias nesta minha já não tão normaloide vida. 

Mas vamos ao que interessa:

O que é mesmo essa coisa chamada de transtorno do deficit de atenção? 
(ADD ou ADHD em inglês e TDA e TDAH em português).

Para começar, este deve ser um dos distúrbios  mais pesquisados e, ao mesmo tempo, mais mal compreendido na história da humanidade.

Por definição, é uma sindrome caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade, com 3 sub tipos:

TDAD com predomínio de desatenção
TDAD com predominio de impulsividade
TDAD combinado.

O problema é que a definição não chega nem perto de descrever pessoas reais com problemas mais reais ainda. 

Assim, acho que o que se segue, chega mais perto.

Se uma criança vive

Esquecendo a mochila em tudo quanto é lugar

Irritada e rabugenta pela manhã

Tendo ataques quando algo inesperado acontece ou planos tem que ser mudados

Encrencada por cantarolar fora  de hora, puxar o rabo de cavalo da coleguinha da frente só pra  ver o que acontece, pular da carteira prá correr atrás do lapis que caiu no chão, fazer teste de quem cospe mais longe com ele/a mesmo e no meio da sala de aula, discute sem dó nem piedade com professores

Sem amigos ou pretencendo a grupetos marginais

Esquecendo por completo de fazer trabalhos de casa, ou modifica completamente o que lhe foi pedido para fazer ou decide que não quer fazer mesmo, não importando as consequências

Tendo notas baixas

Largando da mão da mãe e saindo correndo só de alegre

Saindo correndo na bicicleta sem olhar prá onde vai

Enfiando  o dedo na tomada ( essa funcionava na minha infância, agoras as crianças não podem mais faze-lo, mesmo que queiram)

Caindo de árvores, telhados, qualquer lugar que ache de subir…

Então, as probabilidades de ter TDAH são grandes. Muito grandes.

Se um adulto vive…

Sendo reprovado na faculdade

Fazendo  faculdade de 4 anos em 10

Mudando de faculdades como alguém mais muda de camisa

Se sentindo estúpido e inadequado

Sendo despedido de empregos

Pulando de um emprego a outro

Tendo empregos muito abaixo de suas capacidades

Sentindo-se frustrado a maior parte do tempo

Tendo problemas maritais continuos

Tendo contínuos problemas financeiros

Sendo solitário e sentindo-se socialmente inadequado 

Tendo múltiplos divórcios

Tendo vários acidentes

Envolvendo-se com drogas

Tendo surtos de violência com pouquissima provocação….

Então é quase certo e seguro…

E caso ache que isso se parece muito com o Se do Rudyard Kipling, está correto, e esta foi exatamente a minha intenção.

Mas, nem tudo são horrores.

Tomas Edson, o garoto propaganda  do TDAH, foi o inventor mais famoso do mundo, apesar ou por causa de sua inatenção, impulsividade e hiperatividade.

Teve que ser tirado da escola e sua mãe o ensinou em casa. 

Adorava explorar e fazer suas próprias experiências, embora fosse incapaz de decorar uma data.

Aos 6 anos, durante uma experiência mal sucedida, queimou totalmente o celeiro da casa onde morava.

 Aos 12, começou seu primeiro empreendimento, vendendo jornais no trem, mas também achou de montar um pequeno laboratório de quimica, no compartimento de bagagens, laboratório esse que também pegou fogo, e o garoto foi despedido.

Aliás, foi regularmente despedido de todos os empregos que teve.

Mas sabia observar. E como sabia.

No final de sua vida, tinha 1093 patentes  de seus inventos, que incluiram a lâmpada elétrica, o gerador de energia, o fonógrafo, o projector de cinema e filme de celulóide, a bateria alcalina e o microfone.

E é dele a frase com a qual encerro o capítulo desta semana, a respeito da lâmpada:

Nunca falhei. Achei foram 10.000 maneiras de como a lâmpada não funciona”.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PRESTA ATENÇÃO!

Quem nunca ouviu isso, levanta a mão e ganha um pirulito.

Atenção é uma complicação.

Mães berram a frase acima quando querem que façamos algo no qual não estamos interessados, namorados fazem o mesmo quando estão furiosos uns com os outros, e no geral, a maioria de nós relaciona a coisa a decorar textos na faculdade.

Em neurologia, atenção é definida como um processo cognitivo multidimensional e como o primeiro passo no processo de aprendizagem.

É o que nos permite planejar e é o que acaba controlando nossos pensamentos e ações.

Todos os últimos estudos em ciências neurológicas apontam para o fato de que, aquilo em que prestamos atenção. define quem somos.

Atenção exclusiva é também o primeiro e mais fundamental ingrediente em qualquer relacionamento.

Qualquer vínculo, é impossível de ser formado com alguém que não pode ou não quer se concentrar em você.

Aquilo no que focamos nossa atenção, passa a controlar nossos pensamentos e ações, isto é, nossa vida.

Tudo aquilo no que nos concentramos, "acende"nossos neurônios. Por exemplo, pessoas pessimistas vêem contratempos como coisas "pessoais", "generalizadas"e "permanentes" (Otimismo Aprendido-Seligman), isto é, sempre que algo menos do que perfeito acontecer, essas pessoas o verão como algo que, só acontece com eles, complica todas as partes de sua vida, e dura para sempre.
É seu "filtro de atenção"que só deixa passar o que eles esperam que aconteça, isto é, algo negativo.

Para exemplificar, vou contar uma piada do Juca Chaves, que ouvi no milênio passado, mas continua atual:

"Um pai tinha dois filhos. Um otimista, outro pessimista.
 No Natal, citado pai resolveu que ia mudar a visão de mundo dos filhos, e para o pessimista comprou uma bicicleta vermelha, dez marchas, linda. Para o otimista, um balde de cocô de cavalo.
Quando o pessimista viu a bicicletinha, desesperou-se: agora sim, dizia ele, tenho problemas, pois todas as crianças da vizinhança vão querer minha bicicleta e vão bater em mim e serei odiado por todos! Nisso entra correndo o otimista, com seu balde, berrando : cadê meu cavalo? cadê meu cavalo?"

Como a atenção molda o cérebro, se "aprendemos"a ser pessimistas, podemos reaprender a ser otimistas (Rick Hansom-O Cérebro de Buda).

Pelo fato da atenção estar tão profundamente "tatuada"em nosso cérebro, às vezes fica difícil reconhecer nossos próprios padrões, os quais absorvemos desde o nascimento, embora culturas diferentes tenham diferentes padrões de atenção.

Um psicólogo mostrou uma cena aquática para dois grupos de estudantes, americanos e asiáticos. Os americanos comentaram a respeito de peixões nadando entre peixinhos, enquanto os asiáticos comentaram a respeito de tudo o que estava acontecendo lá, incluindo a posição das pedras e a dança das algas.
A conclusão foi que, os de cultura oriental prestam mais atenção nas relações entre as coisas, enquanto os ocidentais tendem a ver coisas isoladas e não as relações entre elas. ( Richard Nisbet- The geogrphy of Tought).

Num outro estudo, foram mostradas 3 fotos para crianças americanas e chinesas.As fotos eram: vaca, galinhas e capim. Foi pedido às crianças que juntassem as fotos de maneira que para elas fizesse sentido. Os americaninhos colocaram junto vaca e galinhas, pois são animais, enquanto os cinhesinhos juntaram vaca e capim, pois vaca come capim, ou seja, focaram a atenção na relação entre as coisas e não nas coisas em si. (John Hagel).

Fica óbvio que, seja lá no que você presta atenção, tem tremendo efeito na maneira como  vê e sente o mundo e, a melhor forma de perceber nossos própios padrões de atenção é aprendendo e/ou observando os padrões de alguém mais.

Pais, professores, líderes, são exemplos que seguimos, e qualquer coisa no que se presta atenção, não só controla nosso cérebro, como também determina o que passaremos para frente como nossos exemplos. Como todo mundo sabe, palavras o vento leva, mas nosso comportamento fica.

Atenção é um recurso escasso, e só podemos alocá-lo de forma inteligente, se soubermos onde o estamos gastando.

Executivos na Disneylândia queriam saber o que mais atraia a atenção de crianças pequenas, tanto no parque quanto nos hotéis, de formas que contrataram antropólogos culturais para observá-las em todas as situações, desde encontros com os personagens até as comidas.
Depois de horas de observação, a conclusão foi que, o que mais chamava a atenção dessas crianças, não era a mágica da Disney, mas os telefones celulares dos pais, principalmente quando estes estavam sendo usados.
As crianças entenderam perfeitamente o que prendia a atenção dos pais- os celulares eram os centros de ação de seu mundo: quando os pais os estavam usando, não estavam prestando total atenção nos filhos. (Kate Anderson)

Provavelmente esses pais achavam que estavam focando toda atenção tanto em suas crianças quanto nas atrações. Agora, o comportamento das crianças mostrou claramente onde esses pais focavam sua atenção, que era em seus celulares, e possívelmente a maioria de nós é da mesma forma culpada de irritar pessoas a nosso redor, vez ou outra, como por exemplo o chefe quando nos pega mandando e-mails pessoais durante reunião importante, ou conjuge quando passamos mensagens de texto durante o jantar.

Então vamos lá. Para aprender sobre nossa atenção, examinemos a de outrém.

A maioria dos terapeutas e escritores motivacionais e de autoajuda nos encoraja a concentrar no "EU", sugerindo que olhemos para dentro para nos entendermos, melhorarmos e daí vivermos melhor e mais felizes.
Isto não está errado, só incompleto.

Ao inves de apenas nos perguntarmos sobre nossas preocupações, o que nos agrada ou desagrada, a melhor coisa a fazer é nos achegarmos a outra pessoa e escutar o que ela tem a dizer. Vamos lá e vamos tentar ser o melhor ouvinte que a criatura teve em anos.

Este é o primeiro e mais básico ingrediente em qualquer interação.

O simples ato de olhar uma pessoa com jeito firme e empático, o demonstrar que estamos ouvindo e não julgando, dispara uma resposta neuronal em ambos chamada de "respostas de espelhamento".

Dar e receber atenção total, mesmo que brevemente, é o mínimo ( e às vezes o máximo) que podemos fazer uns pelos outros.

O mais interessante é que dar atenção a alguém, não ajuda apenas a pessoa que está recebendo, mas também a que está dando.

Prestar atenção pode ser um esfôrço individual, mas é também o tipo de cimento social que mantém grupos unidos, fazendo com que nos sintamos parte de algo maior do que nós mesmos.

Nem sempre é fácil, mas melhora com a prática. Aí sim, vamos nos tornar mais flexíveis, mais abertos a idéias novas e diferentes, e mais capazes de interagir com outros, o que, inevitavelmente leva a uma vida mais feliz e cheia de significado.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

COMO ASSIM?


Como foi que esta criatura, tão apaixonada por Freud, mais ortodoxa do que caixa de maizena, como diria o Analista de Bajé (outra paixão), veio parar no mundo das Terapias Cognitivas e da Psicologia Positiva? 

Pelo simples fato de que, como sabia Freud e como sabem todos os outros neurologistas depois dele, o cérebro é plástico e é o único órgão do corpo que se modifica com a experiência. 

Qualquer experiência.

E porque, a fim e a cabo, a busca é uma, o que diferencia são os métodos.

Mesma coisa que a eterna luta entre religião e ciência.

Em ambas, a busca é pela verdade.

Em religião, é revelada e portanto, imutável; em ciência é pesquisada, analizada, revista, e, por conseguinte, extremamente mutável.

E pronto, divaguei.

O que me proponho hoje, é colocar pontos de contato entre psicanálise, terapias cognitivas e psicologia positiva, e porque a primeira funcionou tão bem num determinado momento historico-social e as outras duas, contemporâneas, neste outro momento.

Psicoanálise: Método de análise e tratamento dos fenômenos psiquicos e disturbios emocionais. Uma teoria a respeito de personalidade, motivações  e comportamento humano

Criada por Sigmund Freud, baseia-se na livre associação, análise dos sonhos e experiências infantis.

Terapia Cognitivo-Comportamental: É uma forma de terapia psicossocial, orientada para a ação.

Seus pressupostos básicos são que, padrões de pensamento mal adaptados ou defeituosos causam comportamentos mal adaptativos e emoções “negativas”.

Comportamento mal adaptativo é definido como aquele que é contra produtivo ou interfere na vida do dia a dia.

O tratamento  concentra-se em mudar os pensamentos de um indivíduo (padrões cognitivos), a fim de mudar seu comportamento e estados emocionais.

Foi iniciada pelos psicólogos Aaron Beck e Albert Ellis na década de 60.

Psicologia Positiva: Ramo da psicologia que tem como meta melhorar o funcionamento mental dos humanos acima da saúde mental normal. Iniciado por Seligman e Csikszentmihalyi, por volta de 2000, é um campo que está se desenvolvendo muito rápidamente.

Os pesquisadores investigam o que nos torna felizes e como podemos aprender a levar uma vida plena e satisfatória.

Como campo de pesquisa, sua finalidade é entender e fomentar os fatores que permitem o desenvolvimento de indivíduos, comunidades e sociedades, adaptando-os para resolver problemas específicos do comportamento humano.

Como dizia no início, o objetivo é o mesmo, os métodos diferentes.

Psicanálise continua a fazer o maior sentido quanto estrutura de pensamento, mas, nesses nossos tempos modernos ou pós-modernos, como quer a nata de nossa "inteligentzia", não é mais possivel, quer por pressão econômica ou temporal, passar 6 horas por semana num divã.

Precisamos de melhora ou cura, e precisamos disso já.

E entendo perfeitamente esse imediatismo, em alguns casos não como simplesmente uma parada no desenvolvimento emocional, como quando se busca o prazer imediato pelas drogas, mas como necessidade básica de sobrevivência.

Por exemplo,Trantorno de Estresse Pós Traumatico, dos quais estamos lotados aqui nesta América, recebendo seus soldados de volta de guerras.
Esses soldados-crianças com a expectativa das flores de Paris após a segunda Guerra mundial, ou o acabar com tudo em 24 horas, como na Tempestade no Deserto (Desert Storm), munidos de total desconhecimento da cultura e estrutura do local. E as consequências estão sendo trágicas.
Nós, humanos, mudamos e mudamos muito.

A psicanálise foi desenvolvida na época Vitoriana, usualmente associada com restrição, tanto social, quanto sexual, com grande ênfase nos ideais de verdade, justiça, amor, fraternidade e ciência pura, o que se reflete totalmente nos escritos freudianos. 

Já as Terapias Cognitivo Comportamentais aparecem por volta de 1960, quando o cérebro estava deixando de ser a “caixa preta” da medicina e psicologia, e se definia a diferença entre ciência e tecnologia.

Ciência pergunta: Por que? (Freud e a psicanálise)

Tecnologia pergunta: Como? (Terapias Comportamentais)

E ambas se complementam, como deveríamos nos complementar, nós humanos, entre O QUE SOMOS, e que não muda nunca, que é nossa genetica, e QUEM SOMOS, que não para de mudar.
Abaixo, livros e filmes (no you tube) para vosso deleite.


 A Educação dos Sentidos Peter Gay

Além do Princípio do Prazer   Sigmund Freud

Freud: Uma vida para nosso tempo Peter Gay

O Analista de Bagé Youtube 

O Analista de Bagé   L.F. Verissimo

The Victorians-Art and Culture 

The Victorians-youtube